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NOTÍCIAS DA ACE

A força feminina na área tecnológica

Ultima Atualização 05/07/2022


Desafios, coragem, força e muita dedicação fazem parte da vida das mulheres que trabalham no setor. Acompanhe a partir de hoje uma série de entrevistas com mulheres inspiradoras da área tecnológica

No dia 23.06 foi comemorado o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, data para refletir sobre a desigualdade no mercado de trabalho, a falta de equidade em cargos e salários, sobre dar visibilidade e valorizar as conquistas das mulheres desta área tão dominada por homens.

Aproveitando a oportunidade, o CREA – SC está produzindo uma série de entrevistas com mulheres incríveis, que trabalharam muito e hoje ocupam cargos de liderança no sistema, como forma de valorizar e inspirar outras profissionais.

De acordo com o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), atualmente as mulheres compõem 19% dos profissionais ativos no Sistema. Dado ainda muito baixo, mas que ao passar dos anos vem crescendo.

Dentro do sistema e do CREA – SC diversas mulheres encontram-se em posição de liderança, mas para chegar até aqui, não foi fácil. Elas enfrentaram muitos desafios na profissão, desde pressão familiar e adaptação ao ambiente hostil de início de carreira, até a busca constante pela igualdade de gênero, por justas condições de trabalho e mais oportunidades, tendo sempre que provar sua capacidade e competência.

São mulheres como as Engenheiras Angela Paviani, Núbia Ferreira Luz, Elizângela Bortoluzzi, Fernanda Vanhoni e Kamila Rodrigues da Silva que trabalham duro até hoje, para serem referência de qualidade e profissionalismo para outras centenas de mulheres que trabalharam na engenharia catarinense. Conheça um pouco mais dessas mulheres inspiradoras! Em breve novas entrevistas!


Engenheira Agrônoma Angela Paviani – Presidente em Exercício do CREA – SC

“Escolhi ser Engenheira Agrônoma tendo como referência meu irmão mais velho, que também é agrônomo. Minha trajetória profissional foi construída através do meu trabalho, junto ao campo e a área da pesquisa. Fiz pós-graduação, especialização e mestrado e foi o que me deu base para iniciar na docência.

É continuamente desafiador desenvolver atividades que antes eram de domínio totalmente masculino, tendo a cada dia que provar habilidades e superar as expectativas, pois na busca pela igualdade, em muitas ocasiões, o trabalho somente é reconhecido se desenvolvido com maior eficácia.

As mulheres estão ocupando novos espaços, buscando o reconhecimento, respeito às diferenças e igualdade de condições em todas as esferas da vida profissional, seja ela política, pública ou privada.

Tenho consciência do meu papel de representatividade para tantas profissionais da área, mas sabemos que ainda existe um caminho para se percorrer, algumas mudanças culturais ainda estão sendo processadas. A evolução já é nítida e se consolida com a crescente atuação das mulheres nos mais diversos setores e cargos de liderança, aliados a sua competência de ao mesmo tempo desempenhar vários papéis, pois, ainda cabe às mulheres as mais significativas responsabilidades domésticas e familiares.”


Engenheira Florestal Elizângela Bortoluzzi – Diretora do CREA – SC

“Quis ser engenheira Florestal porque senti que era para mim, que assim exerceria a profissão com amor e poderia fazer da profissão uma missão de vida, colaborando com o desenvolvimento, tornando empreendimentos viáveis economicamente e sustentáveis do ponto de vista ecológico. Em tudo deve haver equilíbrio.


Para mim, um dos maiores desafios foram as inseguranças pós formatura. Sempre acreditamos, ilusoriamente, que não estamos preparados, pois o mercado de trabalho sempre se mostra assustador, assim como tudo que é novo. Mas todos os desafios se transformam em conhecimento.

Eu me formei com 3 filhos pequenos, separada e tudo certo! Escolhi trabalhar como autônoma para ter disponibilidade para eles e poder acompanhar de perto o crescimento deles, foi maravilhoso!

Temos ainda muitos desafios pela frente, as profissionais mulheres estão sendo reconhecidas, mas muito aquém do que merecem. O sexismo não apenas na engenharia, mas em todas as profissões ainda é uma realidade. Por isso, mulheres, acreditem: somos capazes sim! Sempre faça por você. Exerça sua profissão, faça com amor e sinta que você está sendo o melhor que pode ser.”


Engenheira Sanitária Ambiental e Segurança do Trabalho Fernanda Vanhoni – Conselheira CREA – SC

“Escolhi a Engenharia porque achava incrível conseguir fazer coisas que pudessem ajudar a todos, sem distinção. Engenharia para mim é tudo, é algo que está em cada detalhe da nossa vida, em tudo aquilo que nos traz conforto, segurança e bem estar. Durante a pandemia, por exemplo, foi quando mais tive orgulho da profissão. Porque dentro dos nossos limites, conseguimos manter o fornecimento de água, energia, coleta de lixo e todos os demais serviços essenciais, que as pessoas nem imaginam, mas que dependem do trabalho de um profissional da Engenharia, Agronomia e Geociências.

No início da carreira, foi muito difícil passar credibilidade sendo jovem, mulher e a única do meu ramo. Mas o maior desafio encontrado é igualar cargos e salários entre homens e mulheres, tendo em vista que encontramos mulheres com o mesmo cargo e mesma função executada por homens, mas com salários menores.

A maior conquista da minha trajetória foi conseguir o respeito integral dos meus colegas e ter sido precursora, abrindo caminho para diversas colegas mulheres que hoje atuam com gestão de resíduos.

Como conselheira não tem sido fácil, foram vários momentos de reflexão sobre o papel que nós estamos exercendo, o que nós precisamos abdicar para exercer este papel, que é abrir mão de tempo de convivência familiar, abrir mão de outros projetos e tudo isso por um bem maior. Poderia ser tudo bem mais leve se as pessoas tivessem mais empatia e respeito umas com as outras, independente de gênero.”


Engenheira Civil Núbia Ferreira Luz – Coordenadora do Comitê Mulher do Crea-SC

“Escolhi engenharia por que tinha que ser. Estava escrito. Não era um sonho. Eu sabia o que não queria ser e, por ironia do destino, fiz um sorteio de alguns cursos antes de prestar vestibular. A engenharia me escolheu antes de tudo.

Após adquirir o tão sonhado canudo, vem o mercado de trabalho. Para todos é uma fase difícil, adaptações e aprendizados ainda maiores do que dentro da faculdade. Mas um dos maiores desafios foi provar a minha capacidade, competência, ainda mais sendo mulher e logo após a formação. Há um preconceito logo no começo.

Atualmente as mulheres estão se destacando em todos os setores. Já ocupamos cargos de destaque e com esses exemplos de mulheres com força e coragem, fazemos com que outras mulheres saiam de seus casulos e tomem frente de suas vidas profissionais, de suas independências. Temos um longo caminho a percorrer para chegar a igualdade de gênero, mas estamos no caminho certo.

Ainda há preconceito por parte de alguns, mas com o passar do tempo e com nossa capacidade, vamos provando que não é necessária essa concorrência por gênero. O mundo tem espaço para todos. Não lutamos para ocupar cargos apenas por sermos mulheres, mas sim pela capacidade e competência de cada indivíduo.”


Engenheira Civil Kamila Rodrigues da Silva – Diretora Regional da Inspetoria de Criciúma, Coordenadora Adjunta do Comitê Mulher e do Colégio de Diretores Regionais.

“Engenharia é transformação, é poder transformar sonhos em realidade. Escolhi a engenharia porque pensava em projetar, trabalhar em obras, edificar, construir, desde pequena sempre sonhei com isso.

Desde que saí da Universidade, minha meta era ir muito além de ser Engenheira, era mostrar para as mulheres que somos capazes SIM, podemos estar em cargos de liderança, incentivar e inspirar outras mulheres. Precisamos mostrar cada vez mais nossa rotina, nosso dia a dia e que é possível sermos mães, esposas, dona de casa e grandes profissionais.

Infelizmente os números ainda são baixos, porém vemos que são crescentes nos últimos anos, pois estamos tendo mais oportunidades e estamos mostrando que somos iguais, fazemos nosso trabalho muito bem e estamos cada vez mais ocupando cargos de liderança. Por isso, mulher, sonhe e acredite! Tudo é possível, basta acreditar em nós e acordar todos os dias em busca de alcançar.”

Comitê Mulher do Crea – SC

Pensando em incentivar uma maior participação de mulheres em todas as esferas, principalmente batalhando para conquistar espaços, o CREA – SC criou o Comitê Mulher, que vem realizando um forte trabalho em prol do protagonismo e da valorização feminina, através de políticas atrativas para que as profissionais estejam cada vez mais integradas ao Sistema.

“Esse trabalho vem sendo feito para que as novas profissionais das engenharias, agronomia e geociências encontrem um mercado de trabalho muito mais democrático e justo para todos”, salienta a engenheira Núbia, coordenadora.

O Comitê vem promovendo diversos eventos, com assuntos de interesse da comunidade profissional que promovam o empoderamento feminino a a igualdade de direitos das mulheres.



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