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Carta do tema Portos para o evento Jornadas Técnicas de Infraestrutura - INFRA 2022


Apresentação da Carta do tema Portos, abordada ao final do terceiro dia (23/06/2022) do evento Jornadas Técnicas de Infraestrutura - INFRA 2022. Sugestões serão muito bem vindas, salientando que as mesmas serão sujeitas a analise pela Diretoria e Presidência da ACE, onde serão decididas e potencialmente selecionadas.

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CARTA DOS PORTOS PARA O EVENTO INFRA 2022: CONCLAMAÇÃO


Na esteira da comemoração dos 88 anos da ACE, dando sequência a uma série de eventos sobre Infraestrutura, nossa Associação quer se irmanar aos principais atores e manifestar sobre suas demandas frente ao Tópico PORTOS.


Por isto, tendo em vista a recente edição dos DIÁLOGOS HIDROVIÁVEIS em 23 e 24 de maio do corrente, resolvemos juntar algumas demandas que seriam comuns.


Já sabemos que nosso estado situa-se diferenciadamente no cenário econômico do país por sua pujança advinda de diversidade de produtos entre os quais se destacam os de alta agregação de valor.


Entretanto, ainda se depara com enorme dificuldade do escoamento de seus produtos devido a causas bem básicas; primeiro por um sistema de transporte concentradamente rodoviário; segundo por esta malha estar em muitos trechos, carecendo de qualidade por problemas de manutenção das pistas e capacidade de tráfego comprometida em muitos trechos.


Com isto, os custos logísticos situam nossos produtos em situação de risco de competitividade internacional.


Assim, a necessidade de se comunicar Por outro lado, os portos do nosso estado também ficam prejudicados pelo rápido crescimento da economia, não acompanhado pelos outros modais e também pela necessidade de melhorias na logística (geral), pela carência de ferrovias que, pela cargas deveriam ter participação ferroviária efetiva e não apenas como se encontra.


A maioria dos Portos do mundo, senão quase totalidade, se acessam por ferrovias. No Brasil, estes movimentos mal se iniciaram e nosso estado ficou para trás, por uma razão injustificável: os cálculos de demanda de cargas consideram o peso (ou massa), ou seja, transportar minérios e grãos.


Ao se ignorar o valor agregado das cargas leves, como dos produtos industrializados, estaremos prejudicando uma cadeia industrial que abriga (e muito se ramifica) pessoal de alto grau de formação, cujo desempenho provoca menor depredação ambiental, portanto, revertendo uma quantidade de impostos muito maior que as cargas de grãos e minérios acima mencionados.


Além do mais, os portos daqui de SC já recebem um turismo qualificado, haja vista a grande procura (inclusive, internacional) sempre crescente. Precisamos uniformizar nossas pautas de demanda de modo a facilitar o aporte de recursos de modo hierarquizado. Para tanto, torna-se necessário que se faça, além dos projetos (estudos e outras formas de viabilizar obras) de modo a gerar uma pauta consensuada a ser apresentada a potenciais investidores, além do estado, pois agora se permite este aporte privado em diversos modais.


Florianópolis, 23 de junho de 2022

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