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Ciência e fé: uma união possível


Artigo Engenheiro Eletricista e Escritor Gilberto dos Passos Aguiar

Conselheiro fiscal gestão 2020-2023


Somos filhos de um mesmo cosmos, dotados de consciência. A ciência é materialista e vê um lado da realidade. Já a espiritualidade, vê o todo. Não somos autômatos biológicos, marionetes apenas controladas por genes e neurônios. A energia que emana do cérebro/mente é vital para a sobrevivência espiritual. Além do DNA biológico, somos dotados do DNA espiritual, que nos dá a percepção da nossa própria existência, e que interage com a autoconsciência universal - Deus. “Podemos construir uma ciência que abranja as religiões do mundo, com sua espiritualidade, trabalhando com elas para compreender a condição humana em sua plenitude”, afirma o professor Amit Goswami, um dos maiores especialistas em Física Quântica do mundo.


A espiritualidade e a ciência, juntas, podem operar milagres. “Os milagres não acontecem em contradição com a natureza, mas com as contradições que conhecemos dela”, nos revela Santo Agostinho. Existe uma sincronicidade perfeita no universo. Os pioneiros da Física Quântica, em seus vários estudos, entre eles o que trata do Princípio da Incerteza (probabilidades), observaram muito bem a inadequação do materialismo científico, admitindo um criador universal - assinaturas quânticas do Divino. O próprio físico alemão Albert Einstein sustentou que o sentimento religioso cósmico é o mais forte e o mais nobre incitamento à pesquisa científica. Isso nos leva a crer que a natureza foi criada por Deus sem erros, sem excessos, e com leis e regras rigorosas. Não existe, necessariamente, parte dela a serviço do mal - somente quando alterada pelo livre-arbítrio do Homem.


A Física Quântica sustenta que as emoções humanas exercem influência direta sobre o DNA vivo e sobre a organização das partículas invisíveis. Traduzindo para o campo da espiritualidade: imaginem todos os povos unidos na mesma oração do bem. Certamente o senhor criador fará maravilhas em nós. O Deus da palavra (verbo) é também o Deus do genoma. Ente supremo, pode ser adorado nas igrejas, hospitais e laboratórios e ganha relevância em tempos de pandemia neste momento de aflição global. Para quem tem fé, os limites vão além das circunstâncias e da ciência.

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