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Confaeab celebra 94 anos de atuação de olho no futuro

Brasília, 12 de agosto de 2021.



Da regulamentação da profissão de engenheiro agrônomo, em 1933, à representação sobre temas dos mais relevantes da área no país e no mundo, inclusive por meio da realização do Congresso Brasileiro de Agronomia (CBA), a Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab) renova nesta quarta (11) sua história quase secular. Formada por associações e federações de entidades que reúnem milhares de engenheiros agrônomos de todo o país, a entidade nasceu em 1927, com a denominação de Sociedade Brasileira de Agronomia (SBA), atual Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB). Aos 94 anos, a entidade discute temas como os sistemas agrícolas, mercados interno e externo e sustentabilidade, segurança alimentar, e também as políticas públicas e o processo democrático brasileiro, revelando um olhar também para o futuro. Presidente da Confaeab, o engenheiro agrônomo Kleber Santos saúda essa atuação por meio do convite à participação do primeiro Congresso Brasileiro de Agronomia em formato híbrido (presencial e virtual), em sua 32ª edição, programada para 19 a 22 de outubro, em Florianópolis, e também reverenciando seu passado, diante de um recente achado iconográfico de sua história. “Após extensa pesquisa histórica que remete ao final dos anos 30, foi descoberto esse registro fotográfico inédito de uma das primeiras diretorias da entidade”, diz, em referência à imagem que ilustra esta matéria, sobreposta à foto do CBA de 2019, no Rio de Janeiro.



Presidente da entidade, Kleber Santos, em foto durante a última reunião da CCEAGRO, descreve a atuação da Confaeab
Presidente da entidade, Kleber Santos, em foto durante a última reunião da CCEAGRO, descreve a atuação da Confaeab

Kleber descreve que a Confaeab “é uma entidade antiga que acompanhou boa parte da agricultura brasileira. Várias conquistas, inclusive de interesse social, tiveram a atuação da Confaeab. Como a publicação da Lei n º 7802/1989, de controle de agrotóxicos. Atuamos fortemente para o avanço, seja na política agrícola ou agrária”, descreve, apontando algumas das atuais linhas de atuação da entidade. “Diante da atual crise sanitária e socioeconômica, comemoramos o aniversário da Instituição à distância. Em um momento tão crucial do país, em que a segurança alimentar é fundamental inclusive para superar essa fase de pandemia, a entidade procura atuar desenvolvendo campanhas de vacinação, não só para os engenheiros agrônomos, mas para todos, e ainda divulgando a importância do conhecimento agronômico para a produção e qualidade dos alimentos”.


Clima

A crise climática mundial, mais uma vez descrita por meio do sexto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), também é abordada pelo presidente da Confaeab. “É fato que temos uma situação de crise climática. Temos que trabalhar o enfrentamento da mudança climática, em que a agricultura sofre muitas consequências porque o clima afeta a produção agrícola, a agricultura é vulnerável ao clima. Temos que trabalhar sistemas de produção sustentáveis como a integração entre a lavoura, a pecuária e a floresta, a agroecologia, o sistema de produção integrada, o plantio direto e os sistemas agroflorestais”. Segundo Kleber, é preciso incentivar a produção agropecuária em integração com as características ambientais dos diversos biomas. Ele afirma que “nesses quase 100 anos, experimentamos também a evolução da formação profissional, que proporciona um conhecimento, regulamentado pelo Sistema Confea/Crea, para pensar em sistemas sustentáveis. A revolução agrícola nesse ponto é muito forte. Produzir grãos, frutos, produtos de origem animal, entre outros alimentos, de forma sustentável é possível”.


Sustentabilidade

Na visão do presidente da Confaeab, o cenário de mudança de clima pressiona o setor para a necessidade de instalar sistemas sustentáveis. “Para isso, o conhecimento agronômico é fundamental”, diz. Kleber Santos ressalta que é preciso considerar que os danos atribuídos à produtividade agropecuária também precisam ser comparados com outras áreas como o setor industrial. “Essa conta não é só a agricultura. O Brasil tem muita diversidade de sistemas de produção e há espaço para grandes, pequenos e médios produtores. Os sistemas sustentáveis têm que ser adaptados para cada um deles”. O engenheiro agrônomo enfatiza que a produção em escala é importante para a questão do abastecimento. “Há um barateamento da comida a um preço relativamente acessível, mas sabemos que o país enfrenta muita desigualdade social, fome, e a gente sabe que não pode se acomodar com esse cenário. Então, também é importante ver que a produção de alimentos em grande escala permite o barateamento do preço da comida. Há quatro décadas, o Brasil importava comida, o que gerava um custo muito grande. Hoje, o Brasil é um país que avançou muito na produção agrícola, tanto como exportador, como para o mercado interno”. E conclui: “É possível produzir de forma sustentável, trabalhando sistemas de produção conforme cada produtor e cada bioma. Isso é fruto do desenvolvimento tecnológico do profissional, que acompanhou toda essa revolução agrícola”.


Nobel e CBA

Kleber ressalta que o inegável crescimento da atividade, desde a sua regulamentação e do trabalho inicial da Sociedade Brasileira de Agronomia, que contribuiu bastante para sustentar as inovações tecnológicas hoje presentes no campo. De forma simbólica, cita o engenheiro agrônomo Alysson Paolinelli, cuja campanha para o Prêmio Nobel da Paz, integra a Confaeab/Associações e o Sistema Confea/Crea.



Alysson Paolinell, Prêmio Nobel da Paz 2021 - Divulgação
Alysson Paolinell, Prêmio Nobel da Paz 2021 - Divulgação

“A Confaeab está nessa campanha porque Alysson simboliza a revolução tecnológica, sistemas agrícolas, produtividade. Ele era ministro desde a época que teve esse avanço. E a gente apoia também porque simboliza a valorização dos profissionais. Quando ministro, ele valorizou muito a pesquisa e a extensão rural. A Embrapa tomou um grande impulso”, diz, informando que o ex-ministro da Agricultura estará presente à Palestra Magna do XXXII CBA. “Pela primeira vez, o evento será não somente presencial, em decorrência da pandemia. A gente está limitando o número de participantes presenciais. Vamos abrir a plataforma digital para ampliar a participação, o que é vantagem da internet. Vamos fazer também o Segundo Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Agronomia. O objetivo é discutir a formação com qualidade do engenheiro agrônomo. Vamos ter ainda a Comenda do Mérito Agronômico Brasileiro, homenageando três engenheiros agrônomos que simbolizam os engenheiros agrônomos brasileiros. E ainda haverá 13 painéis de discussão sobre o universo agronômico brasileiro”.


Henrique Nunes Equipe de Comunicação do Confea

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