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Em defesa do Dia do Ambiente inteiro


O homem moderno tem informações suficientes acerca de questões fundamentais como o aquecimento global, as energias renováveis e as novas tecnologias para a produção de alimentos. Enfim, está consciente de tudo o que norteia e garante sua sobrevivência imediata e das gerações futuras. Toda a biodiversidade, as extensões de terras agricultáveis e as vastas florestas, especialmente no Brasil, fazem parte de um modelo rico que precisa ser preservado e utilizado de maneira coerente e responsável.


Neste Dia do Meio Ambiente, lembramos que o planeta nos disponibiliza um grande estoque de matéria-prima para sustentar a cultura orgânica e a fitoterapia. Porém, o desmatamento, o uso desenfreado dos recursos naturais sem o cuidado com a reciclagem e replantio e a própria poluição farão com que a escassez seja uma ameaça à sobrevivência do reino animal, incluindo o ser humano.


Dito isso, cooperação e coordenação devem ser as palavras de ordem para melhorar as políticas ambientais. Cada município não pode só buscar caminhos isolados para resolver seus problemas e sim de perseguir soluções e compartilhá-las com os pares na Nação e, por que não, no mundo. Exemplo disso é o caso de Singapura, na Ásia, que incinera o lixo acondicionado em uma área isolada a altas temperaturas e, ao final do processo, devolve energia à população. O cientista Albert Einstein já nos apontava uma saída há muito tempo: “A ciência é internacional, mas seu sucesso se baseia em instituições, que são propriedade das nações. Se, portanto, desejamos promover a cultura, temos que combinar e organizar as instituições com nossas próprias forças e meios”.


Hoje, o próprio mercado de sustentabilidade está oferecendo oportunidades de trabalho para profissionais de todas as áreas. As empresas estão incorporando a máxima como filosofia ou missão. E no Brasil, a Nação do Sol, o tripé social-ambiental-econômico representa uma conjunção perfeita desse ecossistema. Ainda que os caminhos adotados corram muitas vezes na direção contrária à racionalidade, ainda é tempo de mudar. O País pós-pandemia tem todo o know-how e tecnologia para vencer os desafios que o “ambiente inteiro” nos reserva. Com os talentos da terra, com nossa biodiversidade e nossa engenhosidade poderemos alcançar o propósito final: harmonia física e espiritual com a natureza e os demais seres vivos.


Gilberto dos Passos Aguiar

Engenheiro eletricista e escritor

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