NOTÍCIAS DA ACE

Energia eletromagnética - a teia eletromagnética que nos une



A pandemia do novo coronavírus mobiliza todas as nações do planeta em busca de soluções, medicamentos e vacinas para colocar um ponto final neste estado de emergência sanitária. As tecnologias de alta complexidade ligadas por satélites e redes remotas têm sido fundamentais para a interação, o trabalho e para diminuir a distância dos nossos entes queridos.


Enquanto avançamos na interconexão, é importante ficarmos atentos aos impactos provocados pela teia eletromagnética em nossas vidas. Os campos eletromagnéticos sempre existiram na natureza, como nas tempestades ou no campo magnético da Terra, orientando navegadores em suas expedições. A questão crucial veio com a intervenção humana. Nas sucessivas Revoluções Industriais, esta teia foi se intensificando. A partir do século XIX, vimos o surgimento da eletricidade e das telecomunicações. Hoje, convivemos com as linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica, porém suas ondas têm baixo espectro de frequência (60 Hz) e não causam efeitos danosos de ionização comprovados à saúde.


Já as radiações ionizantes como os Raios X (para diagnósticos) e os Raios Gama (usados na esterilização de produtos) são de alta energia, baixo comprimento de onda e podem causar alterações físico-químicas no meio intracelular, mutações, além de afetar o nível de oxigênio corporal. Por isso, deve ser baixa a exposição humana às mesmas.


A mais recente novidade desta família é a 5G, a quinta geração geração da telefonia móvel, que promete avanços intensivos na transmissão de dados. Em breve a ser implantada em larga escala no Brasil, opera em alta frequência, de aproximadamente de 3,5 GHz. Vem no escopo da Quarta Revolução Industrial, junto com a internet das coisas e uma série de facilidades, segundo investidores do ramo.

O fato é que não podemos ficar alheios a essa discussão. Então, vem a pergunta: a quem interessa a tecnologia 5G e a automação levada ao extremo? E diante dos milhões de desempregados e pessoas vulneráveis que a pandemia expôs, queremos uma sociedade dependente dos grandes interesses corporativos ou de cooperação? Nossas escolhas em relação aos cuidados com o meio ambiente já provaram ser equivocadas. A próxima escolha está em nossas mãos.


Eng. Eletricista Gilberto dos Passos Aguiar

Comissão de Implantação da Academia de Engenheiros de SC (AESC) e Conselheiro Fiscal da ACE – Gestão 2020-2023

50 visualizações0 comentário