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Francisco Almeida será o novo presidente da Mútua a partir de agosto


Nova Diretoria da Mútua com o presidente do Confea
Nova Diretoria da Mútua com o presidente do Confea

Em disputa entre engenheiros agrônomos, o ex-presidente do Crea-GO Francisco Almeida foi eleito diretor-presidente da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais dos Creas, durante a Plenária 1.566, nesta terça (25). Ele obteve 10 dos 18 votos do plenário federal, enquanto a ex-presidente do Crea-PB e atual diretora administrativa da entidade obteve 7 votos. Houve um voto em branco. No último dia 10, o diretor-presidente da Instituição, eng. civ. Paulo Roberto Guimarães, faleceu, em decorrência da covid-19, a três meses do final de seu segundo mandato.


Também com mandatos de 25 de agosto de 2021 a 24 de agosto de 2024, foram eleitos ainda, momentos antes, o geólogo Waldir Duarte e o engenheiro civil Carlos Eduardo Vilhena, enquanto, a exemplo de Giucélia, o engenheiro agrônomo Arício Resende fora eleito na última quarta-feira (19) pelo Colégio de Presidentes.


Francisco Almeida: novo desafio para o ex-presidente do Crea-GO
Francisco Almeida: novo desafio para o ex-presidente do Crea-GO

Ao agradecer sua eleição, Francisco Almeida disse que está junto ao presidente Joel há nove anos. “Nós vamos acontecer”, disse. “Vocês conhecem a minha maneira de trabalhar, talvez um pouco impulsiva, mas isso é a vontade de acertar. Estamos juntos, vamos acontecer juntos. E quem espera isso são os profissionais. Vocês são corresponsáveis para que o nosso sucesso chegue aos profissionais. Necessitamos da ajuda de vocês para que as nossas mudanças na legislação aconteçam. Vamos dividir trabalhos para que todos possamos levar a nossa Caixa de Assistência aos profissionais dos Creas”.



Processo eleitoral


Cada um dos candidatos teve 15 minutos para falar do seu plano de trabalho e resumir a trajetória profissional e de representação dentro do Sistema Confea/Crea e Mútua. Em comum, os candidatos defenderam trabalho em conjunto, união, determinação, colaboração e o objetivo de ampliar a lista de benefícios já oferecidos e alcançar maior número de associados.


Os demais candidatos foram: eng. agr. Ana Maria Pereira de Faria (ex-diretora geral da Mútua-PA), que obteve 10 votos; eng. mec. e seg. trab. Carlos de Laet Simões Oliveira (conselheiro federal licenciado pelo Crea-ES), com 5 votos; geólogo Pablo Souto Palma (diretor geral licenciado da Mútua-RS), com 4 votos; e engenheiro civil Maxwell de Souza Paiva (ex-diretor geral da Mútua DF), com 2 votos.


Maxwell de Souza Paiva, engenheiro civil, destacou uma diferença em sua candidatura, a de “ter assento no Conselho Nacional de Previdência Complementar, por meio do Tecnoprev”, plano de previdência da Mútua, administrado pela BB Previdência, do Banco do Brasil. Ao historiar sobre sua passagem pela direção da Mútua-DF em duas oportunidades, destacou que a Regional passou de 900 para cerca de 2.500 associados. Uma atuação baseada em um “planejamento estratégico, ampliação de ações sociais, criação de um cartão de crédito, implantar os serviços de corretagem de seguro voltado para automóveis e pensar um programa de medicamentos”, foram algumas das propostas apresentadas por Maxwell. A engenheira agrônoma Ana Maria Pereira de Faria, ex-diretora geral da Mútua PA, disse que encarar a candidatura foi um desafio e agradeceu o apoio dos diretores regionais, a quem representava.


Ana Maria não projetou suas propostas – já entregues aos conselheiros -, preferiu trazer uma reflexão, falando de respeito, sentimento, ética, valorização profissional e dos que esperam “resultados do nosso trabalho”. Disponibilizar recursos para apoio técnico, oferecer benefícios sociais, previdenciários e assistenciais, respeito ao equilíbrio econômico-financeiro e oferecer qualidade de vida aos associados da Mútua foram pontos citados pela candidata. O geólogo Pablo Souto Palma, diretor licenciado da Mútua RS e ex-conselheiro federal, começou sua apresentação destacando os preceitos e o caráter democrático do processo eleitoral do Sistema e, em seguida, criticou o trabalho feito na Mútua que, para ele, “já perdeu muitos bondes na história”. Para ele, “todos sabem que a Mútua necessita de mudanças e que é preciso buscar avanços”. Dinamizar a relação com os profissionais a exemplo do que acontece na sede da regional gaúcha, onde em tempos normais circulam 2.500 pessoas/dia, foi uma das propostas do candidato.


O engenheiro mecânico Carlos de Laet Simões Oliveira, também licenciado do cargo de conselheiro federal para disputar um cargo na diretoria da Mútua, defendeu a harmonização com o plenário e com os colégios de Presidentes de Creas e de Entidades Nacionais foi defendida por Laet, ex-conselheiro regional e ex-coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica.


O conselheiro falou em tornar a Mútua mais conhecida entre os profissionais e a sociedade e entre as suas propostas estão a capacitação e treinamento dos profissionais do sistema integrado; um assento para diretores regionais nas reuniões executivas da Mútua, além de melhorias tecnológicas.



Palavras da Diretoria


Coordenada por Ricardo Lüdke, a Comissão Eleitoral Federal (CEF) promoveu, no período da tarde, a eleição dos diretores remanescentes e do diretor-presidente da Mútua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea. Com 13 votos, 11 votos e 10 votos, respectivamente, foram eleitos para a Diretoria o engenheiro civil e conselheiro federal pelo Crea-SP Ricardo Vilhena; o engenheiro agrônomo, ex-presidente do Crea-GO, Francisco Almeida; e o geólogo e também conselheiro federal pelo Crea-PE Waldir Duarte Costa Filho.


A Comissão Eleitoral Federal esteve constituída, ainda, pelos conselheiros eng. agr. Annibal Lacerda Margon; eng. eletric. José Miguel de Melo Lima; eng. minas Renan Guimarães de Azevedo e eng. civ. Daltro de Deus Pereira. A CEF tem assistência de Talita Machado e do advogado João de Carvalho.


Arício Resende agradeceu os participantes do processe eleitoral, falando em processo democrático. “Não houve vencidos nem vencedores, todos ganhamos com esse processo democrático”, disse, parabenizando a Comissão Eleitoral e o Plenário do Confea para procurar soluções junto ao plenário do Confea e ao Colégio de Presidentes.


Arício Resende
Arício Resende

Já a diretora Giucelia Figueiredo manifestou, após a eleição, seu sentimento de gratidão. “Ninguém vai tirar a condição de ter sido a primeira mulher candidata à presidência da Mútua. Já dizia Guimarães Rosa: o que a vida quer da gente é coragem”, disse, agradecendo a todos. “Nosso papel foi de dialogar quanto à necessidade de exercer de forma plena a democracia. Os profissionais requerem uma ação diferenciada”, disse, também agradecendo os votos recebidos e elogiando o processo democrático.


Giucelia Figueiredo
Giucelia Figueiredo

O diretor Carlos Eduardo Vilhena também agradeceu ao Plenário. “Aquilo que cobrei quando estava sentado no Plenário vou procurar cumprir na Mútua e trabalhar. Na CCSS (Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema), trabalhamos para cumprir o acórdão do TCU. Vamos continuar trabalhando agora na Mútua. A Diretoria Executiva tem que estar alinhada a esse Plenário, trabalhando em conjunto para o aprimoramento da Mútua, procurando atingir juntos esses objetivos. Vou sentir muita saudade do Plenário, mas acho que poderemos dar a nossa contribuição pelos próximos três anos”.


Carlos Eduardo Vilhena
Carlos Eduardo Vilhena

O geólogo Waldir Duarte também agradeceu a confiança dos conselheiros. “Quero que saibam que honrarei esses votos do Plenário, de onde sou oriundo. Fiquem certos desse sentimento e de todo o meu plano de trabalho. Tenho certeza que os outros diretores eleitos irão querer trabalhar juntos para cumprirmos todas as propostas elencadas. A interação com o plenário vai ser grande. Vamos fazer o Sistema verdadeiramente uno”.


Waldir Duarte
Waldir Duarte

Fonte e fotos: Confea

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