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NOTÍCIAS DA ACE

O Mês da Terra é também o da Água! - Reflexão do Presidente da ACE


Estamos encerrando o mês da Terra, onde muitos problemas surgem e cabem a nós um importante papel.


Portanto, um esclarecimento precisa ser dado na questão da água – a maior porção da Terra – e seu estado lastimável que encontramos no Brasil. Devemos nos lembrar que a primeira grande revolução tecnológica se deu quando o homem conseguiu dominar a água e daí obter seu alimento da Terra sem precisar se locomover.


Para conseguir este domínio, foram geradas pequenas obras de armazenamento, ordenamento e distribuição de água para agricultura; este foi o começo da engenharia e o fim do nosso nomadismo. Criou-se o excedente de produção; fez criar a necessidade de armazenar sua produção, bem como comercializar, fazer acordos e registrá-los, enfim, permitiu a criação da cidade como ponto de encontros para tudo isto. Pode-se dizer que, entre muitas aquisições para humanidade, pode-se destacar a criação e estabilização das linguagens (escritas e faladas), forma primordial do relacionamento humano, bem como a Economia, o Direito e todas as disciplinas, que começaram pelos efeitos das obras de engenharia.


Tudo que existe hoje nas cidades adveio desta Revolução de dez mil anos atrás: até a consolidação dos idiomas, sem falar em todo desenvolvimento, sempre baseado no encontro de pessoas. Foi muito mais relevante que a Revolução Industrial, que apenas acelerou a urbanização. E dois grandes problemas de hoje que são a própria água e sua principal consequência, que é a cidade vem da desconsideração da sua genética desta primeira Revolução Tecnológica.


As cidades necessitam apenas de uma ínfima porção da água (8% seria uma tempestade num copo d’água?), pois tanto processos agrícolas (69%) como industriais (23% e aí os problemas também para todas as indústrias) consomem um vasto percentual. Associado a isto tem a nossa matriz energética, antes baseada na energia hídrica, mas deturpada que foi ao se permitirem apenas “barragens fio d’água”, cuja inércia hídrica é tão pífia quanto o seu resultado: para evitar danos ambientais pelo alagamento das barragens criam-se outros danos pela ligação de térmicas e poluição visual pelas eólicas.


Vamos continuar no próximo Boletim.


Associação Catarinense de Engenheiros - ACE

Valorização da Engenharia - Competência & Retidão

Gestão 2020 - 2023


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