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Programa Mulher, inovação e CNP na pauta das entidades precursoras

Última atualização: 23/05/2022 às 15:16 horas

Coordenador do Colégio de Entidades Precursoras, eng. civ. Lenaldo Almeida
Coordenador do Colégio de Entidades Precursoras, eng. civ. Lenaldo Almeida

As entidades precursoras da região Sul fizeram nesta sexta (20/5) a penúltima reunião da série de atividades virtuais regionais promovidas desde abril pelo Colégio de Entidades Precursoras. Com a participação de 10 representantes, além dos gerentes de Comunicação e de Relacionamentos Institucionais do Confea, Felipe Pasqualini e Renato Muzzolon Júnior, respectivamente, o evento discutiu temas como a participação nos comitês do Programa Mulher, inovação regional e o Congresso Nacional de Profissionais (CNP).


Segundo o coordenador Lenaldo Almeida, faltando apenas o encontro virtual das entidades da região Centro-Oeste, as reuniões representam “um processo evolutivo em que o nosso trabalho voluntário está sendo organizado gradualmente”, diz, ponderando que ainda há dificuldades, como a registrada na região Norte, que teve a menor participação, enquanto a região Nordeste teve 11 participantes.

Vice-coordenador da regional Sul do Colégio de Precursoras, eng. ftal. Maurício Balensiefer, conduziu a reunião
Vice-coordenador da regional Sul do Colégio de Precursoras, eng. ftal. Maurício Balensiefer, conduziu a reunião

“Estamos enviando uma correspondência para o Confea sugerindo a criação de uma comissão provisória para consolidar em até 120 dias como será a relação institucional das Precursoras com o Conselho. Pleiteia-se também o custeio de três reuniões anuais do grupo de líderes regionais, além de uma maior interface com a Mútua e os Creas. Com o Confea, a gente está no Encontro de Líderes e na Soea, tivemos avanços, mas há problemas e dificuldades nas interfaces internas do Grupo das Precursoras, com ótima participação no Nordeste e o Norte ainda frágil. Estamos vendo o que cada região está fazendo de destaque porque não podemos ter soluções verticais, mas estamos evoluindo”, comentou o coordenador. Conduzida pelo vice-coordenador da regional Sul, eng. ftal. Maurício Balensiefer, a reunião teve boa participação em torno da pauta definida. “A GRI se coloca à disposição. É a primeira vez que participo das reuniões regionais das entidades precursoras. É uma estratégia muito boa, dividir para crescer”, comentou Muzzolon Júnior. Moacyr Deschamps (Area-IT) ressaltou a importância de promover propostas factíveis, descrevendo as experiências regionais.


Rafaela Fabris (Ascea) abordou iniciativas de igualdade de gênero
Rafaela Fabris (Ascea) abordou iniciativas de igualdade de gênero

“A velocidade de resposta nossa será um sinal para como o Confea irá tratar as respostas. No Encontro de Líderes, congregamos as 42 instituições, agora, precisamos dar celeridade às ações. Senão, chegaremos à Soea sem ter um posicionamento básico. Tivemos reuniões das demais regiões, e a Centro-Oeste nos preocupa bastante, sendo essa região a anfitriã, a expectativa é que ela consiga apresentar coisas importantes para a engenharia. O grau de modernização das precursoras tem crescido, onde os decanos como Paulo Ruaro, Alfredo e Moacyr sentem que temos avançado, ressaltou Lenaldo, no início da reunião.


Programa Mulher Ao abordar a participação das entidades precursoras no Programa Mulher, Rafaela Fabris (Ascea) propôs que exista um espaço coletivo para crianças na sede da entidade. “A gente faz ação também sobre como preencher ART, fazer o Acervo Técnico, auxiliar os profissionais nas atividades. A gente tenta trazer o conhecimento para todos os profissionais, discutindo questões de assédio, independentemente do sexo. A ideia é realmente trazer as pessoas para a entidade”, disse, lembrando que, em março, o Ceaj realizou o evento Mulheres Profissionais Ceaj 2021.

Segundo ela, o Programa Mulher vem para dar apoio à participação feminina no Sistema. “Estávamos perdendo as profissionais no mercado. Então, é não deixá-las sair por questões que nem deveriam existir mais. Como a gente é ponta do Sistema, ter gente das precursoras dentro do programa do seu estado é importante para levar essas informações para as precursoras. Ter uma vaga seria muito importante para a gente. Mostrar para as mulheres que elas se sintam apoiadas a exercer a profissão”, considerou, sendo apoiada por Moacyr Deschamp que considerou que, a partir do momento que o indivíduo se propõe a fazer um curso sobre igualdade de gênero, ele encontre o ambiente propício para exercer sua atividade sem sentir preconceitos, sem se intimidar nem se vitimar.

Eng. amb. Renato Muzzolon Júnior, gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea
Eng. amb. Renato Muzzolon Júnior, gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea

Paulo Ruaro (AEAMVI) considerou extremamente relevante e sugeriu que o colégio “pleiteie junto a cada regional a participação no GT ou no Programa Mulher regional e que o faça também em relação ao Confea, em uma vaga que pode ou não ser ocupada por mulheres. O Comitê do Programa Mulher Santa Catarina tem homens participando, é um grupo de inclusão”, disse, sugerindo que esse pedido seja feito com brevidade, enquanto o coordenador Lenaldo sugeriu conversar com as demais mulheres das precursoras para chegar à Soea com essa representação. Paulo Peterlini (IEP) considera que as mulheres “estão indo com tudo, inclusive na área de pavimentação. O conhecimento é tudo”. Moacyr destacou que a participação da mulher é crescente e com qualidade, mas a representatividade no Sistema é pequena, sugerindo que as atividades fossem discutidas no Congresso Nacional de Profissionais (CNP).

Inovação Maurício Balensiefer (UFPR) apresentou em seguida a temática da inovação regional, outro tema a ser apresentado na Soea. “Nossa proposta é de um programa de treinamento, capacitação e atualização que vá ao encontro do artigo segundo do regimento das entidades precursoras”. As precursoras buscarão promover convênios para a realização de eventos online ou presenciais com temas definidos pelas câmaras técnicas e outros fóruns do Sistema.

“Temos entabulado um projeto-piloto com a coordenadoria de câmaras de Engenharia Florestal. Mas isso tem que ser expandido para todas as áreas. O que nós buscamos é a solução de problemas técnicos e construir uma política com atualidade para nos integrarmos com os profissionais do Sistema. O IEP também desenvolveu vários cursos presenciais e online sobre diferentes áreas de engenharia e vamos buscar essa experiência para tocar essa nossa proposta”, acrescentou. Lenaldo sugeriu que o IEP possa “trocar figurinhas” com outras entidades que vêm desenvolvendo projetos nessa direção, a exemplo dos Clubes de Engenharia do Maranhão e Alagoas. “Construir alguma coisa através de projetos bem-sucedidos é sempre importante. A postura dos gestores das precursoras evoluiu significativamente bem nesse sentido”.

Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Luiz Gomes
Presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Luiz Gomes

O presidente do IEP, Nelson Luiz Gomes, comentou que a entidade tem investido na capacitação de profissionais há muitos anos. “Temos associados no Brasil inteiro. Estamos na décima sétima turma do mestrado profissional, onde oferecemos quatro vagas com bolsa de estudos parciais. Essa atividade deu um grande avanço para o IEP. Também aumentamos a representação na sociedade, por meio da nossa presença em todos os eventos da Engenharia, inclusive em relação aos projetos ambientais junto ao governo do Estado. Temos também eventos colocando as experiências de vida, o que tem atraído novos associados para o IEP. Hoje temos em torno de três mil contribuintes. Retomamos os cursos com descontos para os associados. Temos também visitas técnicas a obras de engenharia e fóruns. Essas atividades técnicas e também as sociais é que têm atraído os associados”, disse, colocando-se à disposição para a realização de convênios com as demais entidades. O gerente de comunicação do Confea, Felipe Pasqualini, destacou que poderá contribuir com a divulgação dessa proposta. O coordenador Lenaldo destacou que a interação tem sido a marca das entidades da região Nordeste e que “essa correspondência certamente possibilitará que as coisas fluam de forma a contribuirmos para a engenharia nacional. Temos que dialogar também com a Mútua, conforme o apoio manifestado pelo presidente Francisco Almeida”.


CNP Helécio Dutra (Sergs), Alfredo Herbst Neto (Ceaj) e Moacyr questionaram sobre as propostas do CNP e sua efetividade. Renato Muzzolon Júnior afirmou que o andamento das propostas é colocado no site e ratificou o compromisso da gestão em operacionalizar as propostas. “No nono CNP foram elaboradas 54 propostas, das quais 48 foram implementadas e seis estão tramitando. No décimo foram 25 propostas. Nem todas as que tiveram seu encaminhamento concluído foram implementadas”, disse, esclarecendo ainda o encaminhamento junto às coordenadorias regionais. Paulo Ruaro ressaltou a importância de as precursoras participarem de todas as atividades do Sistema como as proposições para o Congresso Estadual de Profissionais, inclusive colocando-se como delegados. “Além de a gente ocupar o nosso espaço institucional, a gente também deve se habilitar a participar desses encontros preparatórios para os congressos estaduais e para o Congresso Nacional de Profissionais, mostrando a força das entidades precursoras que estão ativas e são o lastro do sistema profissional”, descreveu. Confira a lista completa das entidades participantes da reunião: Paulo Ruaro (AEAMVI), Moacyr Deschamps (Area-IT), Nelson Gomez (IEP), Alfredo Herbst Neto (Ceaj), Valter Dagostin (Ascea), Rafaela Fabris (Ascea), Helécio Dutra (Sergs), Lenaldo Almeida (IPB), Paulo Peterlini (IEP) e Maurício Balensiefer (UFPR).


Henrique Nunes Equipe de Comunicação do CONFEA


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