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Relato sucinto da Reunião do Observatório da Mobilidade Urbana da UFSC (OM-UFSC)


Na tarde do dia 25 de junho, se reuniram on-line os membros mais atuantes do OM-UFSC, liderados pelo seu coordenador, Prof Bernardo Meyer, seguidos pelos Profs Arnaldo Debatin, Acires Dias e Werner Kraus, e muitos estudantes de pós-graduação. A pauta foi relato das experiências recentes do Prof da UDESC, Daniel Moraes Pinheiro do Núcleo de Inovação Social na Esfera Pública, NISP. Este relato se refere às percepções do Presidente da ACE, Prof Roberto de Oliveira, tendo em vista o interesse maior em trazer as externalidades que mais são relevantes para esta entidade.


Esta experiência entre setores de universidades diferentes, acentuada pela grande diversidade de disciplinas presentes, começando pela Administração (em maior evidência), engenharia (civil e mecânica), arquitetura e automação industrial, se revela condizente com o tema central: Mobilidade. E o foco da abordagem provém de membro da Educação Política, objeto principal do NISP.


Após a apresentação muito concisa, substanciosa, transparente e formativa, a palavra foi passada aos participantes. Na vez da ACE, o Prof Roberto destacou aspectos resultantes na questão das adaptações gerais da Pandemia e seus aprendizados à sociedade em geral, portanto impactante aos assuntos da Mobilidade Urbana. Destacou uma fronteira do que vai ficar (como aquisição permanente) e o que vai “passar”. Especialmente com relação ao atual e tentando ser vigente do PLAMUS (Plano de Mobilidade Urbana Sustentável) evidencia mais um motivo para ser atualizado devido a esta nova postura da sociedade, ainda estando no nível de conjeturas, mas que vai se evidenciar quando passar. Outra faceta é o perigo de perda total do seu significado e utilidade, em vista de que quanto mais tarde for atualizado, mais caro poderá custar, talvez tendo que fazer outro se ultrapassar os mais de dez milhões de reais. Sugerido foi que UFSC, UDESC e demais Instituições Universitárias da Área Metropolitana apoiem um documento neste sentido, apesar do Professor Roberto pontuar que políticos não gostam de planificações técnicas que lhes tolham as canetadas, mas se deve tentar.


Esta questão da Mudança de Hábitos das pessoas foi validada pelo Prof Roberto em vista que a maneira mais eficaz para a Sustentabilidade em se fazer Desenho Urbano (Planos Diretores, PDUI e Plano de Mobilidade) é trocar o Funcional pelo Comportamental, que é exatamente que o Prof Daniel expôs, pois Hábitos e Comportamentos são sinônimos. Outro ponto ensejado com bastante validade seria o escalonamento quanto às dimensões dos modos de transportes públicos, ou seja, concernente ao tamanho das viaturas, adotar ônibus de diferentes lotações, por exemplo, bem como ao se permitir o uso de veículos menores, como vans. Outra questão foi o combustível que se recomenda àqueles alternativos (álcool, diesel natural, entre outros) aos baseados em carbono fósseis para outros. Nesta ocasião se citou a recomendação do órgão financiador dos estudos dos transportes coletivos marítimos da Grande Florianópolis, que sugeriu tração elétrica aos barcos.


A reunião foi exitosa tanto no fato do intercâmbio de ideias, quanto nas ideias propostas e discutidas, bem como na densidade de conhecimento muito alta, muito conhecimento e intercâmbio em pouco tempo.

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