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Grandes Obras: Cristo Redentor 90 Anos



O monumento mais majestoso do Brasil completa 90 anos em 2021. Conheça a história desta Grande Obra do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor. De braços abertos sobre a Guanabara, há nove décadas o Cristo Redentor inspira músicas, sonhos e fé. Muito mais do que um monumento turístico, é um santuário democrático onde anônimos e famosos são bem-vindos. A história começa em 1859 quando o padre francês Pierre-Marie Boss, da Igreja da Imaculada Conceição, teve a ideia de construir um monumento religioso no alto do Morro do Corcovado, a 710 metros acima do nível do mar, montanha que avistava todos os dias.


O sonho só começou a se tornar realidade durante os preparativos para o centenário da Independência do Brasil, que aconteceria em 1922. Na época, mais de 22 mil mulheres fizeram um abaixo-assinado para pedir ao então presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, autorização para a construção do monumento. Foi aberto então um concurso para escolher o melhor projeto. E o vencedor foi o arquiteto brasileiro Heitor da Silva Costa. No projeto original, a estátua seria um pouco diferente.


Teria uma cruz e um globo terrestre nas mãos. Mas o desenho vencedor foi mesmo este em que o Redentor está de braços abertos sobre a Cidade Maravilhosa. A obra, que começou no início dos anos 1920, foi inaugurada em 12 de outubro de 1931 e custou 2.500 contos de réis. Só foi possível graças à arrecadação de doações de fiéis brasileiros à Igreja Católica. Com 30 metros de altura e mais 8 de pedestal, a estátua pesa 635 toneladas, sendo capaz de aguentar ventos de até 250 quilômetros por hora.


Cada braço tem área de 88 metros quadrados, o pé mede 1,35 metro e somente a cabeça pesa 30 toneladas. Em estilo art-déco, a estrutura é toda feita em concreto armado revestido com placas de pedra sabão. Por dentro, a edificação é oca, com quatro pilares de sustentação, vigas diagonais e 12 platôs ligados por escadas. No interior, na altura do peito, uma surpresa: o Redentor tem um coração que mede 1,30 metro também em concreto revestido de pedra sabão.


O engenheiro especialista em concreto armado Albert Caquot fez os cálculos estruturais para a escultura. E o engenheiro Heitor Levy, conhecido como o mestre de obras do Cristo Redentor, comandou a equipe de trabalho composta por cerca de mil pessoas, entre operários, arquitetos e engenheiros.


Os projetos de engenharia e de arquitetura foram desenvolvidos no Brasil, mas a estátua foi construída na França pelo escultor franco-polonês Paul Landowski. A cabeça foi criada por um dos membros da equipe de Landowski, o escultor romeno Gheorghe Leonida. Depois de pronta, a estátua foi separada em diversos pedaços que vieram de navio para o Brasil e foram transportados até o topo do morro pelo Trem do Corcovado, que funciona até hoje. Declarado uma das sete maravilhas do mundo moderno, após votação popular em 2007, o Cristo Redentor está sendo reformado para a sua festa de aniversário, em 12 de outubro. Foram identificados alguns danos, que teriam sido causados por raios e corrosão da ferragem.


O trabalho de restauração está sendo realizado em parceria com instituições de ensino e pesquisa, como as universidades federais de Juiz de Fora, de Outro Preto e do Rio de Janeiro e segue as exigências do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.


A equipe é multidisciplinar e conta com cerca de 40 profissionais, entre engenheiros estruturais, eletricistas, de segurança do trabalho, geólogos, arquitetos, mestres, técnicos em escaneamento 3D, alpinistas, pedreiros e escultores.


Tudo para que o Redentor recupere a sua forma perfeita e continue, imponente, abençoando o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo. Roteiro: Ana Ioselli Narração: Ana Ioselli e Nato Kandhall Edição: Maria Clara de Oliveira e Silva Coordenação Núcleo WebTV Crea-RJ: Nato Kandhall Coordenação da Comunicação do Crea-RJ: Lilia Costa Realização: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro - Crea-RJ


Fonte: WebTV CREA-RJ

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