HISTÓRIA DA ACE

NAVEGUE PELA LINHA DO TEMPO DA HISTÓRIA DA ACE

ACE – Associação Catarinense de Engenheiros - o grande órgão emulador

Fundada no ano de 1934, a ACE traz no pioneirismo uma de suas principais marcas. Sob o signo da Nova Constituição Brasileira, votada e promulgada naquele ano, a ACE representava a percepção da sociedade quanto aos direitos individuais e da necessidade de lutar, em conjunto, pelos pleitos coletivos das diversas classes profissionais. O associativismo vivia dias de grande impulso e, em terras catarinenses, 26 engenheiros se unirampara fundar uma entidade que os representasse: surgia a ACE. Esse foi o embrião de todo o sistema organizacional da engenharia em Santa Catarina, sendo originários dessa iniciativa a formação do CONFEA, do CREA e dos Sindicatos de classe. Todos os movimentos que hoje fortalecem a respaldam o exercício da engenharia em Santa Catarina, e seu reflexos na sociedade catarinense tem a sua origem no mérito da criação da ACE. Desde a fundação aos dias atuais são 80 anos de profícuo trabalho em prol do engrandecimento da profissão e dos seus profissionais.

1964 a 1974

Tempo de multiplicar

Presidentes dessa década:

José Bessa

Raul Olímpio Bastos

Claudio Valente Ferreira

Hamilton Nazareno Ramos Schaeffer

O primeiro curso da UFSC a promover vestibulares fora de sua sede em Florianópolis foi o de Engenharia Mecânica. Candidatos de Blumenau, Lages e Tubarão foram os primeiros contemplados com a descentralização do vestibular, em 1966. Em 1967 esta prática foi estendida ao curso de Engenharia Elétrica e em 1969, à Engenharia Civil.

Para o biênio 1964/1965 foi eleito presidente da ACE o engenheiro José Bessa, substituído no ano seguinte por Raul Olímpio Bastos, que já presidira a entidade em duas outras ocasiões anteriores e voltava a cena. Ele permaneceu no cargo até 1968, num período conturbado para todo o Brasil, com a plena instalação da ditadura militar e sua conseqüente repressão. Nessa época a ACE ocupava – ainda e desde a sua fundação -uma modesta sala no pequeno prédio do Montepio do Estado, a Rua Trajano, nr. 01, esquina com o Largo da Alfândega. Era uma sala de apenas 12 metros quadrados no terceiro andar do referido edifício, contendo unicamente uma mesa com 12 cadeiras, um apoio para a máquina de escrever e dois armários de madeira. Nem espaço para uma reunião completa da diretoria havia, nem funcionário contratado, salvo os esporádicos serviços prestados por funcionários cedidos por autarquias pela boa vontade de seus diretores. Pois para piorar ainda mais a franciscana situação da entidade, em 1968 o Montepio resolveu que iria precisar de todo o seu espaço, desalojando a ACE sem dó nem piedade. Os mais antigos contam que simplesmente foram trocadas as chaves do prédio e, um belo dia, os diretores não puderam mais adentrar nas suas instalações. Claudio Valente Ferreira, presidente eleito em 1968 simplesmente não contou com uma sede para tomar posse, tendo sido seu primeiro ato na presidência da ACE as providências para a apressada mudança dos pertences da entidade para a sede do CREA, cedência negociada entre os dois presidentes, estando a frente do Conselho o nosso já conhecido Celso Ramos Filho, que tinha imenso apreço pela entidade que presidira em anos anteriores. Entidades coirmãs, desde sempre ligadas pelos laços da afinidade profissional, chegava a hora do CREA estender a mão à ACE, o que foi feito. A ACE instalou-se no andar térreo da sede do Conselho, situada na época à Rua General Bittencourt.

O acontecido destacou, para a diretoria eleita naquela ocasião, a necessidade mais premente e visceral da ACE: uma sede própria. Nesse período era Governador do Estado de Santa Catarina o Dr. Ivo Silveira, sempre simpático às causas da engenharia, embora sua formação acadêmica fosse em Direito. Pedido feito, pedido atendido. Ao final da gestão de Claudio Valente Ferreira a entidade foi presenteada com uma área na Praça da Bandeira, a Rua Engenheiro Newton Valente da Costa, contiguo ao Tribunal de Contas do Estado.

O ano de 1968 também marca o surgimento do Curso de Engenharia Civil na UFSC, antigo e anelado pleito da classe estudantil e fruto de uma longa luta travada por um pequeno grupo de lideres estudantis, entre eles Aníbal Borin (que viria a ser presidente da ACE na gestão 1983 – 1987), Marcos Ricardo de Almeida Brusa, Carlos Alberto Hermes, Álvaro Siqueira Pitta e Eliezer Mansur, que conseguiram junto ao governador Ivo Silveira – mais uma vez ele - após muita insistência, uma parte dos recursos necessários para a instalação do curso. Em 1969 foi criado o Curso de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, a primeira pós-graduação em nível estadual. Após uma reformulação do projeto, o curso obteve o primeiro computador da UFSC (segundo do estado). Era o modelo IBM 1130 e sua configuração básica era de 16 Kb de memória RAM, unidade de disco de 512 K, impressora de 132 linhas por minuto e um leitor de cartões de trezentos cartões por minuto. Mesmo se tornando obsoleto em 1971, só foi substituído em 1977.

Em 1970 tomou posse uma nova diretoria na ACE, presidida por Hamilton Nazareno Ramos Schaefer. Ele iniciou a sua gestão com a firme conclusão de que, para que a ACE crescesse, se solidificasse e se tornasse mais expressiva, não só para os profissionais da classe mas para toda a sociedade, urgia ter uma sede própria.

- Onde já se viu uma entidade que congrega ENGENHEIROS, construtores de casas, não possuir sua própria casa? – essa era a sua fala preferida e com essa determinação se colocou em campo para resolver o grave problema de uma entidade que, então, dependia da caridade alheia para funcionar. O terreno já existia, doado pelo Governador Ivo Silveira no final da gestão anterior. Qual o próximo passo? Um projeto, era óbvio. Schaeffer convocou Boris Tertschitsch, seu Vice-Presidente, para tal empreitada. Em breve surgia o projeto de uma sede modesta, porém adequada. Naquele período foram muitas as sugestões, algumas mirabolantes, mas prevaleceu o bom senso de construir algo adequado, em tamanho e recursos, ao estágio da entidade.

Memorável e inesquecível foi a reunião organizada por Schaefer e toda a sua diretoria na sede do Canasvieiras Country Club para apresentação do projeto de construção da sede. O maior objetivo daquele encontro, porém era arrecadar fundos, extra contribuição mensal regular, para a referida construção.  A reunião foi um sucesso, os objetivos alcançados e a construção iniciada. Finalmente a ACE, passados 36 anos de sua fundação, possuiria uma sede própria! Não era conquista pequena tratando-se de um país de economia instável como o Brasil e uma entidade que possuía, na época, não mais do que 80 associados. A mobilização de toda a diretoria foi fundamental também na obtenção de doações e contribuições, tanto de fornecedores de material de construção quanto de órgãos públicos, todos mobilizados para a construção tão sonhada sede. O sonho se tornou realidade um ano depois, e inaugurou uma nova era na ACE, com a constante e periódica realização de eventos e a aproximação das mulheres, esposas dos associados, em todos os acontecimentos sociais. Após a inauguração, deu-se início a realização de um extenso calendário de reuniões, congraçamentos e eventos, tradição essa que permanece vívida até os dias atuais.

Mas nem só dessa mobilização foram feitos aqueles memoráveis anos. Outra grande realização que data deste período foi o surgimento oficial da sindicalização da classe de engenheiros. Data de 21 de junho de 1971 o nascimento do SENGE – Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina que em 2009 já congregava mais de 4.500 profissionais associados. Sua atual sede está localizada na Rua Júlio Moura nº 30, esquina com a Rua Anita Garibaldi, edifício Vintage Executive Center, Centro, em Florianópolis e abrange sete Delegacias Regionais. Ao lado da ACE, o SENGE tem por missão assegurar conquistas e benefícios aos engenheiros catarinenses. Hoje consolidado, o surgimento do SENGE suscitou muitas batalhas, enfrentou divergências e dúvidas, mas foi efetivado quase que exclusivamente graças a ação consistente e firme da diretoria e membros da ACE.

Hamilton Nazareno Schaefer recorda esses tempos de mobilização e assim se expressou sobre eles: “No período em que fui presidente me preocupei em dinamizar as representações da ACE junto a instituições como o Conselho Rodoviário e a Confederação Brasileira de Engenheiros. Mas em termos de organismos representativos da categoria, vale destacar de modo muito especial a atuação da nossa associação no surgimento do SENGE/SC, cuja propositura, em princípio, nos chegava de fora do Estado, pronta e já decidida como fato consumado, sem que a categoria tivesse sido sequer consultada a respeito. Na ocasião, estabelecemos inequívoca posição de que seria favorável a criação do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina, contanto que ele fosse, efetivamente, de Santa Catarina e que o assunto fosse previamente debatido no seio da categoria. Tratamos então de dar ampla publicidade ao fato, com a indispensável antecedência, tendo organizado e presidido as sucessivas reuniões que resultaram no surgimento do sindicato que hoje temos, de origens tão democráticas quanto, sem dúvida, catarinenses.”


Enquanto isso, no que tange ao aspecto acadêmico, vale destacar que 1970 marca o início do Curso de Engenharia de Telecomunicações, em parceria com a empresa predecessora da Telesc, em resposta a grande demanda por profissionais desta área. Este curso, mais tarde, foi englobado pelo curso de Engenharia Elétrica. Igualmente o Centro Tecnológico da UFSC promoveu nesse mesmo ano a sua primeira formatura, reunindo três cursos: Civil, Mecânica e Elétrica, oferecendo ao mercado profissional os primeiros 53 formandos. O Engenheiro Civil Aníbal Borin, formado na oportunidade, lembra que a totalidade dos formandos logo conseguiu colocação profissional. Muitos inclusive apenas formalizaram, depois da formatura, a sua condição de engenheiros, pois já estavam empregados.  Em 1974 o curso de graduação em Engenharia Mecânica da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) foi criado em 01/11/1974 pelo Decreto Federal nº 74.999 e, posteriormente, reconhecido pela Portaria do MEC nº 1.240 de 27/12/1979, publicada no Diário Oficial da União em 28/12/1979. O primeiro semestre letivo teve início em 1975 junto com o curso de Metalurgia, o qual formou sua última turma no segundo semestre de 1983.

Importante destacar também que o ano de 1970 registra a fundação da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – CASAN, uma empresa de capital misto, criada com a missão de fornecer água tratada, coletar e tratar esgotos sanitários, promovendo saúde, conforto, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. Era mais uma frente de trabalho que se abria para as diversas aplicabilidades da engenharia e uma nova autarquia a necessitar de bons profissionais para nela atuarem.

Também relevantes são as obras dos aterros das baias norte e sul, ambos também levados a efeito na década de setenta. Obras monumentais da engenharia catarinense, modificaram de maneira perpétua a face da cidade, transformando a provinciana Florianópolis numa cidade de ar cosmopolita e altamente urbanizada.

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